O director-executivo do Programa das Nações Unidas para a SIDA (ONUSIDA) disse hoje que só "uma resposta verdadeiramente excepcional" da parte da China poderá evitar um cenário de epidemia da doença no país mais populoso do mundo.
"A liderança chinesa, ao mais alto nível, deu prioridade ao problema da SIDA. Estes compromissos devem ser tornados realidade", referiu o director da ONUSIDA, Peter Piot, citado num comunicado à imprensa pela ONUSIDA-China.
"Nós estamos encorajados por aquilo que vemos, mas é necessária uma resposta verdadeiramente excepcional para pôr cobro à epidemia", acentuou o responsável.
Piot visita a China para monitorizar o progresso feito na China e os desafios no combate ao vírus.
Nos próximos três dias, deslocar-se-á a Yunnan, província do Sudoeste do país, na fronteira da China com o chamado "triângulo dourado", onde a prevalência da doença é relativamente alta em grupos de risco como toxicodependentes e prostitutas.
Segundo estimativas oficiais chinesas existem cerca de 840.000 portadores do vírus do HIV/SIDA na China.
As Nações Unidas têm alertado que até 2010 o valor poderá subir para os 10 milhões se não houver uma resposta eficaz.
Lusa