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Educação
 
 
Educação - Sindicatos saiem insatisfeitos de ronda negocial com tutela
 
As estruturas sindicais que representam professores e trabalhadores não docentes criticaram hoje a falta de abertura negocial nos encontros realizados com o secretário de Estado da Educação sobre as medidas da tutela para o sector.

O governante reuniu-se hoje com vários sindicalistas para apresentar diversas medidas, algumas das quais no âmbito da redução do défice orçamental, como o congelamento de progressão automática nas carreiras e o alargamento da idade da reforma.

No final do encontro, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Paulo Sucena, disse à agência Lusa "que não se iniciou um verdadeiro processo negocial" e que o secretário de Estado da Educação, Walter Lemos, "se limitou a apresentar as propostas" do governo, que afectarão milhares de professores.

Paulo Sucena revelou também que a Fenprof interpôs hoje uma providência cautelar contra um despacho do Ministério da Educação que requisita serviços mínimos dos professores para a realização dos exames nacionais do 9/o ano, que coincidem com greves regionais de professores.

Por sua vez, o secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, revelou à Lusa que também pondera accionar esse instrumento legal quinta-feira, depois de uma reunião com o Ministério do Trabalho.

"É inaceitável que o governo faça uma pseudo-negociação sem capacidade para ouvir contra propostas e saímos desta reunião ainda mais zangados", afirmou o secretário-geral da FNE.

Segundo João Dias da Silva, o secretário de Estado da Educação limitou-se a apresentar as propostas de lei para o sector.

Também o presidente da Federação Nacional de Ensino e Investigação, Carlos Chagas, saiu desiludido da reunião decorrida na 5 de Outubro, referindo à Lusa que "não houve susceptibilidade negocial" e que o Ministério da Educação "está a fazer uma guerra com os professores e no futuro a factura será terrível".

Estas três federações foram algumas das estruturas ouvidas hoje pela tutela, que prosseguirá na próxima semana a ronda de negociações sobre as alterações ao Estatuto da Carreira Docente.

Lusa

 

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