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Saúde
 
 
Cancro da mama - Estudo defende alteração das doses de radioterapia
 
A aplicação de doses menores mas mais intensas de radioterapia pode contribuir mais eficazmente para combater o cancro da mama, indica um novo estudo hoje divulgado no Reino Unido.

As conclusões da investigação, em que participaram 1.410 mulheres que sofreram lumpectomia (remoção cirúrgica do tumor e de uma pequena porção de tecido normal envolvente), vêm publicadas no último número da revista britânica Lancet Oncology.

Uma equipa de investigadores norte-americanos e britânicos descobriu que a administração de 13 doses de maior potência pode ser tão eficaz para impedir a recorrência desse tipo de cancro como a terapia habitual de 25 doses de menor intensidade.

Na terapia habitual, as pacientes são submetidas a radiações uma vez por dia, de segunda a sexta-feira, com descanso ao fim de semana, durante um total de cinco semanas.

Ao reduzir o número de visitas ao hospital, a mova estratégia pode contribuir para mitigar a ansiedade das doentes e poupar tempo e dinheiro, segundo os autores do estudo.

Um dos grupos que participaram no estudo recebeu o habitual tratamento de doses de radiação até um total de 50 Grays (medida de radiação) num total de seis semanas.

A outros dois grupos foram dadas apenas 13 doses no mesmo período de tempo: as de um deles receberam 39 Grays e as do outro 42,9 Grays.

Entre as mulheres do primeiro grupo, o risco de recaída num prazo de dez anos foi de 12,1 por cento e nas do segundo de 14,8 por cento, enquanto que nas do terceiro foi de apenas 9,6 por cento.

O responsável pela investigação, John Yarnold, manifestou-se optimista quanto aos resultados obtidos, embora tenha reconhecido a necessidade de serem feitos mais testes para confirmar se esta nova abordagem terapêutica é mais eficaz a longo prazo que o tratamento habitual.

No estudo participaram a Fundação Royal Marsten do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, o Centro de Oncologia de Goucestershire, o Instituto de Investigações do Cancro e a Universidade de Wisconsin (Estados Unidos).

Lusa

 

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