Pesquisa:
Português
Global
Directório

NonStop DialUp

Username

Password

Seja nosso cliente!

Principal

 
Economia
 
 
Receita dos impostos indirectos superou pela primeira vez os valores de 2012
 
Foram precisos onze meses para se assistir, em Novembro, a uma subida de 0,6% da receita acumulada dos impostos indirectos face a idêntico período de 2012. Assim, pela primeira vez este ano, as receitas arrecadadas desde o início do ano com impostos como o IVA tiveram um comportamento positivo face ao período homólogo, segundo os dados da Síntese de Execução Orçamental..

Embora vários impostos tenham tido em Novembro um comportamento positivo, foi o IVA (o imposto mais precioso para o Estado) que puxou por esta subida. Nos primeiros onze meses deste ano foram pagos ao Estado 12.063 milhões de euros de IVA, mais 116 milhões face a 2012. No entanto, apesar deste crescimento de 1,4% (era de 0,4% em Outubro), Novembro foi também o primeiro mês do perdão fiscal, que termina a 30 de Dezembro.

Não há ainda dados que permitam saber qual o impacto exacto do perdão fiscal, mas sabe-se que, até dia 19 de Dezembro, já tinham sido pagos 763,5 milhões de euros (dos quais cerca de 200 milhões estarão relacionados com a Segurança Social). De acordo com dados da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), estimava-se que o encaixe com pagamentos relativos ao IVA atingisse os 160 milhões de euros. Assim, o perdão fiscal deverá ter tido um forte peso na subida do IVA. Quando os dados forem conhecidos, logo se saberá, caso haja uma discriminação de datas, qual o efeito desta medida extraordinária e quanto é que diz efectivamente respeito à actividade económica e ao combate à evasão fiscal.

Por outro lado, na síntese de execução orçamental divulgada segunda-feira, a Direcção Geral do Orçamental fala de uma “recuperação generalizada” dos impostos indirectos, destacando, além do IVA, o crescimento mensal dos outros impostos indirectos, como o imposto sobre os veículos (ISV). Graças ao aumento do consumo privado, houve mais aquisições de automóveis (importados), fazendo com que o ISV subisse, no mês de Novembro, 52% quando comparado com o mesmo mês de 2012. Mesmo assim, em termos acumulados, continua a registar-se uma queda de 3,8% (7,8% em Outubro).

Houve também uma subida do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos, mas que não foi além dos 0,8% e, em termos acumulados, este imposto continua a cair 2%. Também o imposto do selo teve uma melhoria em Novembro, atenuando a queda de 2013, mas o mesmo não se passou o imposto sobre o consumo de tabaco (o quarto imposto indirecto que mais receitas dá ao Estado). Se entre Janeiro e Outubro a descida tinha sido de 3,7%, agora passou para 3,8%.

Ao todo, a receita fiscal subiu 9,2% no período em análise, acima do que estava previsto no segundo orçamento rectificativo. No caso dos impostos directos, verifica-se o impacto do enorme aumento de impostos anunciado pelo ex-ministro Vítor Gaspar: a receita de IRS subiu para 14.418 milhões de euros nos onze primeiros meses do ano, mais 30,9% do que em 2012 (a subida era de 29,9% até Outubro). Entre Janeiro e Novembro de 2012 este imposto pesava 28% no total das receitas fiscais cobradas. Agora, o peso do IRS subiu seis pontos percentuais, para os 34%.


PUBLICO

 

[©STOP.PT Todos os direitos reservados]
[®Stop.pt]