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Metro Porto - Bastonário Ordem Médicos critica projecto junto Hospital de S.João
 
O bastonário da Ordem dos Médicos apelou hoje ao Governo que reequacione o projecto do metro do Porto para a zona do hospital de São João, por considerar que estão em causa dos direitos dos doentes.

Numa visita realizada durante a manhã às obras, Pedro Nunes sugeriu que o Governo mande parar as obras "num ponto em que não cause nenhum transtorno" para, com tempo, "estudar se o investimento que constituiria o enterramento da linha nesta zona não se justificará em termos de funcionalidade de dois grandes hospitais" como o S.João e o IPO e ainda a Escola Superior de Enfermagem.

O bastonário manifestou-se, assim, solidário com os críticos à circulação do metro à superfície, já em instalação junto ao Hospital de S.João, por considerar que "não faz sentido" que a linha chegue enterrada à unidade de saúde e só nesta zona circule à superfície.

"O que me parece absurdo é a linha vir à superfície precisamente no ponto em que vai causar transtornos de acessibilidade a dois hospitais da maior importância", considerou Pedro Nunes, criticando, em particular, a solução adoptada para o acesso "à maior urgência de uma cidade como o Porto".

O projecto do Metro do Porto prevê que a entrada para o serviço de Urgência do hospital de S.João passe a ser feita através de um túnel sob a linha (já em construção), com um declive de 11 por cento.

"Não é só o problema do volume de trabalho no dia a dia, é imaginar que há uma catástrofe, que há um grande incêndio ou um problema no aeroporto e que de repente é preciso transferir centenas de doentes em ambulâncias para o hospital, atravessando uma linha de metro que estará a funcionar com composições que passam de quatro em quatro minutos", disse.

"Não é preciso ser engenheiro para perceber que isto não pode ser. É uma questão de bom senso", acrescentou.

"O próprio INEM diz que o túnel de acesso não é adequado", lembrou, realçando o facto de que o túnel tem "uma via para cada lado", o que, em seu entender, significa que "pode haver a qualquer momento, uma inundação, um acidente ou uma varia que impeça a circulação".

Pedro Nunes questionou se "será mais importante construir um túnel para passarem os doentes ou será mais importante ter o acesso livre à superfície e fazer o túnel para passar o metro?".

Na deslocação às obras do metro, Pedro Nunes foi acompanhado por dirigentes dos dois sindicatos médicos e pelo director da Faculdade de Medicina do Porto, um dos principais críticos do projecto do metropolitano para aquela zona.

José Amarante realçou a ideia de que o processo envolve vários ministérios (Obras Públicas, Educação e Saúde), pelo que apelou ao primeiro-ministro que se envolva e "ponha o metro nos carris". O director da faculdade de Medicina do Porto frisou a inexistência de um estudo sério de circulação naquela zona, lamentando que o projecto tenha sido "mal planeado e mal estudado".

A linha do metro à superfície já em instalação junto ao Hospital de S.João tem sido criticada por muitos utentes, bem como pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Administração Regional de Saúde do Norte, deputados, dirigentes sindicais e Ordem dos Médicos.

A 18 de Abril, no final de uma reunião com a comissão ad-hoc que defende o enterramento da linha, o governo afirmou ter "pouca margem de manobra" para evitar a construção à superfície da linha do metro do Porto junto ao Hospital de S.João.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse, na altura, não ter indicações sobre um eventual afastamento definitivo da hipótese de enterramento da linha, frisando, contudo, que foram tomadas medidas para eliminar pontos de conflito".

A inauguração da linha Amarela, entre Santo Ovídeo, Gaia e o Hospital de S.João, Porto, está prevista para Julho/Agosto.


Lusa

 

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